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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Nem poste, nem guerra. Melhor uma Europa em crise...



Porque não voto no poste:

No rastro do apoio malufista ao PosTe - ou seja lá qual for o nome do candidato (sem prévias) do pt em SP, relembramos que esta prática de agregar e abraçar os iguais, antes atacados nas campanhas (menos FHC, espelho meu, "que me faz sentir pequeno...")
é bastante comum nesta era de incoerência que vivemos, mudando o discurso e admitindo que éramos imbecis apenas p/ sermos eleitos - agora (ou ainda) o imbecil é o povo.
Será que ninguém jamais se deu conta de que quando se conclui que um governo teve 80% de aprovação mas não consegue vencer em primeiro turno ou honestamente, que este número é irreal?
Porque se alguém me perguntasse se o governo foi bom ou o Brasil cresceu, eu próprio diria "sim, está bom. sim, APESAR do lula, não POR CAUSA do molusco".
Se eu votaria nele?
Jamais ou em qualquer candidato dele.
Já fiz isso.
Não fui honrado.
Quando começou este mensalão que agora é julgado, esperava apenas um pronunciamento, e não a covardia.
Apenas que viesse em rede nacional dizer "vamos investigar".
Nada...
Alguém da família e deste partido me disse que o cara "naquele momento precisava ser blindado..."
Errado, irmãozinho.
Naquele momento precisava mostrar as caras, ser líder, não covarde.
Lula é farsa. E é covarde.
Se não sabia de nada, era fraco. Se sabia, era conivente, senão chefe.
Em ambos os casos me devia desculpas.


Porque não voto em Serra:

Naquele momento, poderíamos nos livrar do molusco mentiroso.
A sociedade respondeu, quando lhe impôs a derrota (ele pretendia liquidar ali) no primeiro turno, e "Lula e seus 80% de aprovação" vão para o segundo turno com Alckmim quase empatado.
Mas aí começa o segundo turno, a campanha tucana emperrou e o PT reagiu, mantendo a farsa no poder e fora da cadeia.
Como aconteceu isso?
Serra puxou o tapete.
Se o tucano vencesse - e venceria!, seria natural sua candidatura à reeleição.
E se estivesse lá, Serra não poderia concorrer.
E Alckmim ficou isolado, sozinho, sem forças para manter a reação.
Serra destrói qualquer um que esteja em seu caminho, pergunte à Roseanna Sarney.
Como Lula, tem um projeto de poder, não de governo.
Preciso urgentemente da cidadania italiana...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

PT e o Pinheirinho

24/01/2012 às 5:35
Petistas poderiam ter atuado para impedir desocupação do Pinheirinho, mas a atração pelo sangue dos pobres não deixou. Veja como

Sim, o governo federal poderia ter impedido a ação da Polícia Militar na região do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), se, em vez de se excitar com o cheiro de sangue dos pobres — que, felizmente, não correu —, tivesse tido a vergonha na cara e o bom senso de tomar uma medida em favor daquelas famílias. Já explico. Vocês vão se surpreender como tudo teria sido muito simples houvesse vontade resolver. O problema é que a atração pelo sangue era maior. Os palacianos apostaram no confronto. A petezada vislumbrou mais uma chance de jogar a população de São Paulo contra a polícia e contra o governo do estado. Antes que o demonstre, algumas considerações.

O Planalto tentou criar um caso político — e eleitoral, em favor de Fernando Haddad — em São Paulo quando decidiu sabotar a correta intervenção do poder público na cracolândia. Fez política vagabunda com a vida daqueles zumbis que vagavam quase vivos e quase mortos numa área destruída da cidade, governada por traficantes. Deu tudo errado. A população do estado, especialmente a da capital, apoiou com entusiasmo a ação da PM. No caso dos maconheiros da USP e da invasão da Reitoria, já havíamos assistido a esforço idêntico, igualmente frustrado. Não por acaso, Haddad criticou a polícia nos dois episódios. Então chegou a vez da região do Pinheirinho, desocupada pela PM POR ORDEM DA JUSTIÇA.

A atuação de Gilberto Celso Daniel Santo André Carvalho, demonizando a PM e o governo do Estado, entra para o rol da infâmia, da ignomínia. Vamos relembrar a fala de Carvalho: “Eu não quero fazer uma crítica direta ao governo de São Paulo, com todo respeito à autonomia. Agora, eu só posso dizer que esse não é um método nosso, do governo federal”. Heeiiinnn? Qual é o “método” do governo federal? Desrespeitar ações judiciais? Carvalho está incitando o desrespeito às leis? Carvalho acha que o governo de São Paulo deveria ter investido num confronto entre Poderes? Carvalho queria que Alckmin tivesse jogado o despacho no lixo? É o que ele próprio faria? É o que Dilma faria?

Reproduzi aqui na manhã de ontem a determinação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Ricardo Garisio Sartori. Não se tratava de ordem de cumprimento facultativo: “Olhem aí, governador Alckmin e PM, façam se quiserem…” Num dado momento, escreve Sartori: “Também não houve manifestação de interesse jurídico da União neste feito, de modo que fosse deslocada a competência para a Justiça Federal. Por isso que sem nenhum valor o processo concorrente naquela Justiça em oposição ao presente.” Ou seja: os petistas não moveram uma palha. O confronto entre PM e invasores lhes era útil. Sempre souberam que o governador Geraldo Alckmin não tinha alternativa.

O governo federal tinha, sim, uma alternativa desde sempre — e, creio, a tem ainda agora. Poderia ter desapropriado a área, depositando em juízo o valor do terreno, que pertence à massa falida da Selecta, e tudo estaria resolvido. Aí bastaria recorrer à Justiça estadual para suspender a reintegração de posse — o que seria certamente aceito. Em vez disso, preferiu mandar um estafeta para o meio do conflito para fazer política partidária.

Não! Preferiu-se não tomar providência nenhuma! Como a impostura não tem mesmo limites, o PT decidiu emitir uma nota de solidariedade aos invasores. No texto assinado por Rui Falcão, lêem-se maravilhas como esta:
“A mega-operação de reintegração de posse que envolveu a Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Guarda Municipal de São José dos Campos frustrou os esforços para uma saída pacífica para o conflito social, com base em proposta de políticas públicas para a regularização, urbanização e construção de moradias populares na região envolvendo os três níveis de governo - federal, estadual e municipal.”

Quais “propostas”? A única “proposta” do PT era ignorar a decisão judicial. O partido vai mais longe: “O PT cumprimenta o Governo Federal pelos seus esforços de diálogo e por sua responsabilidade em todo o processo do Pinheirinho, e condena fortemente a intransigência e a insensibilidade social dos governos tucanos de São José dos Campos e do Estado de São Paulo, instando a todos pela retomada das negociações que permitam reparar o sofrimento causado desnecessariamente a famílias pobres e sem-teto.” Eis aí. Se faltava a prova de que os invasores estão sendo usados como massa de manobra, já não falta mais. E sempre é um momento lindo ver petistas parabenizando petistas… Está fundado o onanismo ideológico.

Mas, vocês sabem, o PT é muito ético. O partido, muito sério, escreve em sua nota: “A dissimulação e a mentira são posturas inaceitáveis em relações políticas e administrativas”. É mesmo? Muito comprometido com a “verdade”, a EBC teve o desplante de dar voz a um advogado ligado aos militantes que denunciavam mortes no Pinheirinho (leiam aqui). Não morreu ninguém.

Encerro destacando que aí está a natureza do PT. Uma bomba de efeito moral jogada pela Polícia Militar do Piauí, governado pelo PSB em parceria com os companheiros, acabou deixando cego de um olho um estudante que protestava contra o aumento das passagens de ônibus. Fico a imaginar uma ocorrência como essa em São Paulo… Carvalho seria tentado a sugerir que Dilma mandasse tropas ao estado.

Não adianta. Eles não têm limites nem têm cura.

Por Reinaldo Azevedo - veja