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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A tregédia da padaria


“Ao entrar, eu fui alertada que a informação no combate ao desastre é estratégica, e a informação implica em sistemas de telecomunicação e em sistemas que também usam computadores e internet. Eu não preciso mais – e não quero mais – falar com o Pezão pelo telefone da padaria, que era o único telefone que funcionava lá na Região Serrana, e na madrugada de vários dias o Pezão só conseguia se comunicar com a gente pelo telefone da padaria. Para evitar a padaria, nós vamos ter de ter estruturas de comunicação móveis”, 
disse Dilma Rousseff, que segundo Augusto Nunes, "nada do que a presidente viu na Região Serrana em janeiro de 2011 pareceu-lhe mais impressionante que o caso do telefone da padaria. O fiasco do programa de prevenção de enchentes, as tapeações de palanque que prometeram obras jamais executadas, as centenas de mortos, os milhares de flagelados ─ essas coisas todas, um ano e meio depois da tragédia, foram varridas da memória indigente."

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

o aprendiz


“Você pode roubar, fazer tudo errado, só cagada, mas, se for campeão vira herói.”

Andrés Sanchez,  ex-presidente do Corinthians, cartola da CBF, militante do PT e discípulo de Lula, em entrevista à revista GQ deste mês, mostrando que aprendeu a falar e pensar como o mestre e preparando a candidatura a ministro do Esporte de Dilma Rousseff. (Augusto Nunes)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

PT e o Pinheirinho

24/01/2012 às 5:35
Petistas poderiam ter atuado para impedir desocupação do Pinheirinho, mas a atração pelo sangue dos pobres não deixou. Veja como

Sim, o governo federal poderia ter impedido a ação da Polícia Militar na região do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), se, em vez de se excitar com o cheiro de sangue dos pobres — que, felizmente, não correu —, tivesse tido a vergonha na cara e o bom senso de tomar uma medida em favor daquelas famílias. Já explico. Vocês vão se surpreender como tudo teria sido muito simples houvesse vontade resolver. O problema é que a atração pelo sangue era maior. Os palacianos apostaram no confronto. A petezada vislumbrou mais uma chance de jogar a população de São Paulo contra a polícia e contra o governo do estado. Antes que o demonstre, algumas considerações.

O Planalto tentou criar um caso político — e eleitoral, em favor de Fernando Haddad — em São Paulo quando decidiu sabotar a correta intervenção do poder público na cracolândia. Fez política vagabunda com a vida daqueles zumbis que vagavam quase vivos e quase mortos numa área destruída da cidade, governada por traficantes. Deu tudo errado. A população do estado, especialmente a da capital, apoiou com entusiasmo a ação da PM. No caso dos maconheiros da USP e da invasão da Reitoria, já havíamos assistido a esforço idêntico, igualmente frustrado. Não por acaso, Haddad criticou a polícia nos dois episódios. Então chegou a vez da região do Pinheirinho, desocupada pela PM POR ORDEM DA JUSTIÇA.

A atuação de Gilberto Celso Daniel Santo André Carvalho, demonizando a PM e o governo do Estado, entra para o rol da infâmia, da ignomínia. Vamos relembrar a fala de Carvalho: “Eu não quero fazer uma crítica direta ao governo de São Paulo, com todo respeito à autonomia. Agora, eu só posso dizer que esse não é um método nosso, do governo federal”. Heeiiinnn? Qual é o “método” do governo federal? Desrespeitar ações judiciais? Carvalho está incitando o desrespeito às leis? Carvalho acha que o governo de São Paulo deveria ter investido num confronto entre Poderes? Carvalho queria que Alckmin tivesse jogado o despacho no lixo? É o que ele próprio faria? É o que Dilma faria?

Reproduzi aqui na manhã de ontem a determinação do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Ricardo Garisio Sartori. Não se tratava de ordem de cumprimento facultativo: “Olhem aí, governador Alckmin e PM, façam se quiserem…” Num dado momento, escreve Sartori: “Também não houve manifestação de interesse jurídico da União neste feito, de modo que fosse deslocada a competência para a Justiça Federal. Por isso que sem nenhum valor o processo concorrente naquela Justiça em oposição ao presente.” Ou seja: os petistas não moveram uma palha. O confronto entre PM e invasores lhes era útil. Sempre souberam que o governador Geraldo Alckmin não tinha alternativa.

O governo federal tinha, sim, uma alternativa desde sempre — e, creio, a tem ainda agora. Poderia ter desapropriado a área, depositando em juízo o valor do terreno, que pertence à massa falida da Selecta, e tudo estaria resolvido. Aí bastaria recorrer à Justiça estadual para suspender a reintegração de posse — o que seria certamente aceito. Em vez disso, preferiu mandar um estafeta para o meio do conflito para fazer política partidária.

Não! Preferiu-se não tomar providência nenhuma! Como a impostura não tem mesmo limites, o PT decidiu emitir uma nota de solidariedade aos invasores. No texto assinado por Rui Falcão, lêem-se maravilhas como esta:
“A mega-operação de reintegração de posse que envolveu a Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Guarda Municipal de São José dos Campos frustrou os esforços para uma saída pacífica para o conflito social, com base em proposta de políticas públicas para a regularização, urbanização e construção de moradias populares na região envolvendo os três níveis de governo - federal, estadual e municipal.”

Quais “propostas”? A única “proposta” do PT era ignorar a decisão judicial. O partido vai mais longe: “O PT cumprimenta o Governo Federal pelos seus esforços de diálogo e por sua responsabilidade em todo o processo do Pinheirinho, e condena fortemente a intransigência e a insensibilidade social dos governos tucanos de São José dos Campos e do Estado de São Paulo, instando a todos pela retomada das negociações que permitam reparar o sofrimento causado desnecessariamente a famílias pobres e sem-teto.” Eis aí. Se faltava a prova de que os invasores estão sendo usados como massa de manobra, já não falta mais. E sempre é um momento lindo ver petistas parabenizando petistas… Está fundado o onanismo ideológico.

Mas, vocês sabem, o PT é muito ético. O partido, muito sério, escreve em sua nota: “A dissimulação e a mentira são posturas inaceitáveis em relações políticas e administrativas”. É mesmo? Muito comprometido com a “verdade”, a EBC teve o desplante de dar voz a um advogado ligado aos militantes que denunciavam mortes no Pinheirinho (leiam aqui). Não morreu ninguém.

Encerro destacando que aí está a natureza do PT. Uma bomba de efeito moral jogada pela Polícia Militar do Piauí, governado pelo PSB em parceria com os companheiros, acabou deixando cego de um olho um estudante que protestava contra o aumento das passagens de ônibus. Fico a imaginar uma ocorrência como essa em São Paulo… Carvalho seria tentado a sugerir que Dilma mandasse tropas ao estado.

Não adianta. Eles não têm limites nem têm cura.

Por Reinaldo Azevedo - veja

sexta-feira, 10 de junho de 2011

secretário-geral do PT insinua expulsão dos companheiros Lula e José Dirceu.


“O PT mostrou que prefere o político de vida simples ao empresário bem-sucedido. Por isso que, para continuarmos a ser um partido dos trabalhadores, não é bom que cultivemos o ideal de empresário”.

Elói Pietá, secretário-geral do PT, ao comentar o caso Palocci num artigo publicado nesta quarta-feira, insinuando que está pronto para propor a expulsão do companheiro consultor José Dirceu.(fonte: coluna do Augusto Nunes - Veja)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tá prometido. E agora?

Ao longo da temporada eleitoral, Dilma prometeu reiteradamente construir 6 mil creches e pré-escolas até o fim do mandato.
Em 100 dias, inaugurou 54 unidades. Faltam 5.946.
Se quiser materializar a promessa, terá de construir uma creche a cada 5 horas e 27 minutos.
Os projetos inviáveis não param por aí.
Dilma garantiu que entregaria seis mil quadras poliesportivas, ou uma a cada 5 horas e meia – descontados os 100 primeiros dias, já que nenhuma quadra foi entregue até agora –,
2.883 postos de polícia comunitária (um a cada 12 horas),
500 Unidades de Pronto Atendimento (uma a cada dois dias) e
8.600 unidades básicas de saúde (uma a cada 3 horas e meia).

Embora tenha garantido que não faria ajuste fiscal – “Não vou fazer reajuste fiscal em hipótese alguma”, disse Dilma em 23 de agosto de 2010 – o governo cortou 50 bilhões de reais do Orçamento.
Desse total, 5,1 bilhões contemplariam a segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida.
Ignorou-se, assim, a promessa de que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento não seriam afetadas.
A candidata prometeu 2 milhões de moradias equipadas com eletrodomésticos e móveis.
Como nada foi feito, a presidente terá de contratar 1.470 casas por dia até o fim do mandato.

(do blog do Augusto Nunes)